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Mais de 200 bovinos podem ter sido levados em enchente no interior de Santa Helena

Mais de 200 bovinos podem ter sido levados em enchente no interior de Santa Helena

 

Da Redação/RGL

 

Os moradores do entorno do Rio São Francisco Falso, na Linha São Jorge e imediações, ainda contabilizam os prejuízos que tiveram com as precipitações ocorridas de domingo (29), a segunda-feira (30). O leito fluvial trasbordou e invadiu propriedades, algumas delas há aproximadamente 500 metros de distância do leito. Animais, máquinas, equipamentos e utensílios foram levados pela correnteza.

Edificações foram destruídas com a força da água, caso de uma mangueira (local para arrebanhar os bovinos), na propriedade de Roque Munaro, totalmente destruída. Um pulverizador, uma plataforma de colheitadeira e outros componentes foram mexidos com a água. Em um dos casos uma grade agrícola parou a aproximadamente 400 metros de onde estava.

Os familiares acharam um dos pneus do trator em meio à mata próxima a propriedade. A água invadiu a residência, danificou móveis e estruturas edificadas, como o piso na garagem de automóveis.

Munaro relata que perdeu mais de 30 bovinos, levados pela correnteza. Vizinhos teriam contabilizado perdas ainda maiores. Nos arredores estima-se que mais de 200 animais tenham sido carregados pela correnteza do Rio São Francisco Falso.

Marcas de umidade no galpão da propriedade de Roque Munaro mostram que o nível da água dentro da edificação chegou a quase 2 metros. Um galpão de madeira teve parte da estrutura comprometida.

Animais mortos, plantações submersas, lama e muita sujeira foram os resultados de mais de 250 milímetros de chuva em um período de 36 horas. Algumas medições extraoficiais apontam para mais de 350 milímetros.

As precipitações superaram a média histórica acumulada para todo o mês de outubro, desde 1997 quando a estação do Sistema Meteorológico de Paraná (Simepar), começou a operar no município.

Segundo o levantamento, a média para outubro no acumulado de chuvas para Santa Helena é de 176 milímetros, volume que foi superado em menos de 36 horas. Ao todo somente neste mês já choveu mais de 510 milímetros, maior volume da história, conforme o meteorologista do Simepar, Reinaldo Knaib.

Na Linha Santa Cruz, uma das propriedades mais atingidas pertence a Deonir Paludo. O nível da água do Rio Morenão invadiu a residência, que fica a mais de 100 metros de distância do leito. Móveis e outros pertences da família foram danificados. Muitas aves morreram e outras foram levadas pela água.

Conforme relatos da família, em menos de 30min a água tomou conta da residência. Deonir Paludo ressalta que, a última enchente do rio, e que atingiu a moradia, foi em 1983, porém a água não chegou a invadir a casa.

Nesta segunda-feira (30), à tarde, o proprietário, familiares e vizinhos, fizeram um mutirão para limpeza e recuperação de móveis e utensílios. A esperança é acionar o Seguro para atenuar os prejuízos.

Na Coluna Prestes, local conhecido como Ponte Queimada, força da água do rio derrubou muitas árvores. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE), de Santa Helena, e a Defesa Civil, chegaram a ser acionados no período da manhã devido a barulhos ouvidos e que suspeitava-se serem da estrutura da ponte.

As autoridades foram até o local e, após verificação liberaram a pista, porém acionaram o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), para averiguar a situação relacionada a estrutura.

 

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